No dia 04 de agosto, apresentamos a Sessão Canteiro #15 Arde Outra Vez, com obras audiovisuais dos artistas Élcio Miazaki, Renan Marcondes, Patrícia Paixão, Wagner Schwartz e Tales Frey
Élcio Miazaki, É a sério ou uma brincadeira (2024) 3˜50˜
Sem buscar um recorte temático único, a sessão aproxima trabalhos que investigam as relações entre imagem, corpo, história, poder e representação, evidenciando como diferentes práticas artísticas colocam em questão mecanismos de violência, censura, controle, apagamento e resistência. A seleção de vídeos dialoga com o conjunto da exposição e amplia as possibilidades de reflexão sobre questões que permanecem urgentes na produção artística contemporânea.
A exibição reúne obras em vídeo que traçam um diálogo com as pesquisas desenvolvidas por Andrea Eichenberger, Élcio Miazaki, Marcelo Amorim, Patrícia Paixão, Renan Marcondes, Tales Frey e Wagner Schwartz, artistas participantes do projeto.
Após a exibição, a conversa propõe um espaço de troca sobre as obras apresentadas e também sobre as pesquisas dos artistas que integram a exposição Arde Outra Vez, ampliando o debate em torno dos processos de criação, das disputas em torno das imagens e das possibilidades de encontro que a arte pode instaurar.
A mostra é parte da programação da exposição de mesmo nome, que acontece na Residência Fonte, com inauguração prevista para o dia 01 de agosto.
Arde Outra Vez integra o projeto expandido Corpo de Prova, que articula exposições, ações e encontros em torno de questões relacionadas à arte e violência, censura e direitos humanos. Além da exposição realizada pelos espaços Fonte e Canteiro, Corpo de Prova se desdobra em outras proposições que acontecerão na BORA (Biblioteca de Obras Raras da UNICAMP), em colaboração com a SUB (Campinas/SP); Escada e na Central Contemporânea (Ribeirão Preto/SP), ampliando, ao longo do tempo, as interlocuções entre artistas, obras e públicos.
Bate-papo ao final da exibição com Élcio Miazaki e Marcelo Amorim
A exibição reúne obras em vídeo que traçam um diálogo com as pesquisas desenvolvidas por Andrea Eichenberger, Élcio Miazaki, Marcelo Amorim, Patrícia Paixão, Renan Marcondes, Tales Frey e Wagner Schwartz, artistas participantes do projeto.
Após a exibição, a conversa propõe um espaço de troca sobre as obras apresentadas e também sobre as pesquisas dos artistas que integram a exposição Arde Outra Vez, ampliando o debate em torno dos processos de criação, das disputas em torno das imagens e das possibilidades de encontro que a arte pode instaurar.
A mostra é parte da programação da exposição de mesmo nome, que acontece na Residência Fonte, com inauguração prevista para o dia 01 de agosto.
Arde Outra Vez integra o projeto expandido Corpo de Prova, que articula exposições, ações e encontros em torno de questões relacionadas à arte e violência, censura e direitos humanos. Além da exposição realizada pelos espaços Fonte e Canteiro, Corpo de Prova se desdobra em outras proposições que acontecerão na BORA (Biblioteca de Obras Raras da UNICAMP), em colaboração com a SUB (Campinas/SP); Escada e na Central Contemporânea (Ribeirão Preto/SP), ampliando, ao longo do tempo, as interlocuções entre artistas, obras e públicos.
Bate-papo ao final da exibição com Élcio Miazaki e Marcelo Amorim
Organização: Élcio Miazaki
Obras apresentadas:
Élcio Miazaki
É a sério ou uma brincadeira? (2024)
colorido sem áudio, 3'50"
Em 'É A SÉRIO...' as questões não estão somente em possíveis relações homoafetivas. Todas as situações foram remontadas com o figurino e regravadas/fotografadas sem peça alguma. Como referências, foram pesquisados registros fotográficos das duas guerras mundiais (século XX), a produção do dançarino Roy Assaf (mais especificamente a peça 'The hill') e que chegou a ser um soldado de Israel, mais os desenhos de Carlos Scliar (Caderno de Guerra) quando convocado a integrar a FEB (Força Expedicionária Brasileira).
Obras apresentadas:
Élcio Miazaki
É a sério ou uma brincadeira? (2024)
colorido sem áudio, 3'50"
Em 'É A SÉRIO...' as questões não estão somente em possíveis relações homoafetivas. Todas as situações foram remontadas com o figurino e regravadas/fotografadas sem peça alguma. Como referências, foram pesquisados registros fotográficos das duas guerras mundiais (século XX), a produção do dançarino Roy Assaf (mais especificamente a peça 'The hill') e que chegou a ser um soldado de Israel, mais os desenhos de Carlos Scliar (Caderno de Guerra) quando convocado a integrar a FEB (Força Expedicionária Brasileira).
Patrícia Paixão
Casablanca (2026)
colorido com áudio, 3'08"
"Casablanca 2" é uma videoarte que interpola trechos do filme "Casablanca" (1942) e sua versão pornográfica. O vídeo é uma sátira das noções de amor romântico aqui representada por esse clássico do cinema, na medida que é confrontada com o pornográfico, que propõe uma continuação da história numa espécie de "versão explícita", um trabalho de construção de diálogos, choques e hibridação entre imagens pré existentes no desejo de criar uma terceira imagética a partir da fricção/ficção e jogos entre as noções de amor e sexualidade construídas pela cultura pop, nesse caso, pelo cinema.
Casablanca (2026)
colorido com áudio, 3'08"
"Casablanca 2" é uma videoarte que interpola trechos do filme "Casablanca" (1942) e sua versão pornográfica. O vídeo é uma sátira das noções de amor romântico aqui representada por esse clássico do cinema, na medida que é confrontada com o pornográfico, que propõe uma continuação da história numa espécie de "versão explícita", um trabalho de construção de diálogos, choques e hibridação entre imagens pré existentes no desejo de criar uma terceira imagética a partir da fricção/ficção e jogos entre as noções de amor e sexualidade construídas pela cultura pop, nesse caso, pelo cinema.
Tales Frey
Sede vós (2013)
colorido com áudio, 24"
Sede Vós tensiona a relação entre desejo e repulsa ao apresentar um corpo que tenta beber um líquido de origem indeterminada. Entre respiração, saliva e outros possíveis fluidos corporais, a ação transforma a transparência do vidro em um limite instável entre contato, contaminação e impossibilidade de saciamento.
Sede vós (2013)
colorido com áudio, 24"
Sede Vós tensiona a relação entre desejo e repulsa ao apresentar um corpo que tenta beber um líquido de origem indeterminada. Entre respiração, saliva e outros possíveis fluidos corporais, a ação transforma a transparência do vidro em um limite instável entre contato, contaminação e impossibilidade de saciamento.
Tales Frey
À Terra Dor (2014)
colorido com áudio, 3'12"
Em À Terra Dor (2014), Tales Frey apresenta uma ação performativa em estreito contato com a terra, exibida em reverso temporal. A inversão do fluxo da ação desorienta a percepção de causa e efeito, fazendo com que o corpo pareça simultaneamente emergir do solo e ser reabsorvido por ele. O procedimento intensifica a sensação de dissolução entre corpo e paisagem, sugerindo um estado de fusão em que os limites da presença física se tornam instáveis.
Renan Marcondes
Protetor de proximidade humana para beijos (2017)
colorido com áudio, 6'20"
'Protetor de proximidade humana para beijos (bem como para trocas de fluidos corporais em geral)' apresenta um suposto dispositivo criado. Em tom entre o documental, a publicidade e a ficção científica, o vídeo acompanha depoimentos e demonstrações de uso do objeto, explorando o desejo de proximidade em confronto com mecanismos de proteção, assepsia, vigilância e mediação tecnológica das relações humanas. A obra tensiona humor e desconforto para refletir sobre os limites do contato físico e afetivo na contemporaneidade.
Wagner Schwartz/ Laurent Goldring
Dialogue avec "La Bête" de Wagner Schwartz (2021)
colorido com áudio, 6'20"
Filme em diálogo com a performance La Bête, de Wagner Schwartz. A obra desloca para o cinema a relação entre corpo, olhar e manipulação que estrutura a ação performática original. Em vez da participação direta do público, um intermediário move o corpo do performer a partir de instruções externas, transformando gesto, toque e direção em matéria de construção da imagem. Entre performance, coreografia e vídeo, o trabalho investiga os limites entre presença e representação, revelando como diferentes dispositivos — corpo, câmera e voz — produzem outras formas de percepção e verdade.
À Terra Dor (2014)
colorido com áudio, 3'12"
Em À Terra Dor (2014), Tales Frey apresenta uma ação performativa em estreito contato com a terra, exibida em reverso temporal. A inversão do fluxo da ação desorienta a percepção de causa e efeito, fazendo com que o corpo pareça simultaneamente emergir do solo e ser reabsorvido por ele. O procedimento intensifica a sensação de dissolução entre corpo e paisagem, sugerindo um estado de fusão em que os limites da presença física se tornam instáveis.
Renan Marcondes
Protetor de proximidade humana para beijos (2017)
colorido com áudio, 6'20"
'Protetor de proximidade humana para beijos (bem como para trocas de fluidos corporais em geral)' apresenta um suposto dispositivo criado. Em tom entre o documental, a publicidade e a ficção científica, o vídeo acompanha depoimentos e demonstrações de uso do objeto, explorando o desejo de proximidade em confronto com mecanismos de proteção, assepsia, vigilância e mediação tecnológica das relações humanas. A obra tensiona humor e desconforto para refletir sobre os limites do contato físico e afetivo na contemporaneidade.
Wagner Schwartz/ Laurent Goldring
Dialogue avec "La Bête" de Wagner Schwartz (2021)
colorido com áudio, 6'20"
Filme em diálogo com a performance La Bête, de Wagner Schwartz. A obra desloca para o cinema a relação entre corpo, olhar e manipulação que estrutura a ação performática original. Em vez da participação direta do público, um intermediário move o corpo do performer a partir de instruções externas, transformando gesto, toque e direção em matéria de construção da imagem. Entre performance, coreografia e vídeo, o trabalho investiga os limites entre presença e representação, revelando como diferentes dispositivos — corpo, câmera e voz — produzem outras formas de percepção e verdade.
04 de agosto de 2026
Abertura: 19h
Início: 20h (pontualmente)
Local: R. Purpurina 434 - Vila Madalena
Entrada gratuita
Artista visual, Élcio Miazaki (São Paulo, 1974) desenvolve uma produção que articula fotografia, vídeo, instalação, performance e publicações para investigar as relações entre imagem, poder, violência e os legados da ditadura civil-militar brasileira. Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, vive e trabalha em São Paulo. Participou de exposições e projetos em instituições brasileiras e internacionais, como Palácio das Artes (Belo Horizonte), Espaço Força e Luz (Porto Alegre), Fotoativa (Belém), Solar (Fortaleza), USP Ribeirão Preto e Experimental Loop (Nova York). Recebeu, entre outros, o Prêmio Branco de Melo (Belém/PA)
Marcelo Amorim é artista e curador independente radicado em São Paulo. Entre 2009 e 2016 dirigiu o Ateliê397 e, desde 2013, é diretor do Fonte, onde cria e organiza residências artísticas, exposições, debates e cursos relacionados à arte contemporânea. Paralelamente, também atua como orientador do grupo Hermes Artes Visuais.
Amorim realizou exposições individuais no MARP, Ribeirão Preto (2019), Sem Título, Fortaleza (2018), Zipper Galeria, São Paulo (2016), Paço das Artes, São Paulo (2014); Galeria Jaqueline Martins, São Paulo (2012), Galeria Oscar Cruz, São Paulo (2010) e Centro Cultural São Paulo, São Paulo (2008). Seu trabalho foi apresentado em exposições coletivas, entre elas destacam-se: Sentido comum– Anita Schwartz Galeria de Arte, Rio de Janeiro (2022), Dizer não – Ateliê397, São Paulo (2021), Against, Again: Art Under Attack in Brazil – Anya and Andrew Shiva Gallery, Johnfoy College, Nova York (2020); Memória seletiva – Galeria Aymoré, Rio de Janeiro (2019), Ação e reação – Arte contemporáneo brasileño – Casa do Brasil, Madri, Espanha (2018); São Paulo não é uma cidade: invenções do centro – Sesc 24 de Maio, São Paulo (2018).
Destacam-se na sua prática curatorial: Mar Rio Fonte (Galeria Karla Osorio, 2023), Pieces of landscape (Profoundation, 2018), Entrever Paisagens, (Galeria da FAV, 2018), Vá em Frente Volte pra Casa – Júnior Pimenta (Sem título, 2018), Contraprova (Paço das Artes, 2015), Lusco Fusco – Karlla Girotto (Ateliê397, 2015), Pintar a China Agora – Brody & Paetau (Ateliê397, 2015), É Fluido mas é Legível (Oficina Oswald de Andrade, 2014).