A oitava edição da Sessão Canteiro apresenta 4 trabalhos do álbum de vídeos escritos Cena Muda (2020 - ) do artista paulistano Fabio Morais. Construído através de diagramações para a tela, temporalidades e recursos de edição, o espaço discursivo verbo-videográfico insinua cenários, situações dramáticas, subjetividades, vozes e personagens erigidos na imaginação leitora. Com visualização online, Cena Muda acontece na relação 1:1, comum na solidão da leitura e também no caminho audiovisual que foi da grande projeção em sala pública de exibição para as pequenas telas de dispositivos pessoais. 
Para o contexto da Sessão Canteiro, a curadora Julia Cavazzini  selecionou Sonoplastia (2022), Globo de espelhos (2023), Fuga (2022) e Democrac_a (2022). O recorte destes 4 vídeos joga luz no caráter cinematográfico que atravessa essa produção, usando dos recursos do cinema como legendas, jogos de luz, temporalidades distintas, movimento e até mesmo a natureza narrativa, com direito a clímax e desfecho. 
Esta oitava exibição da Sessão Canteiro é um convite ao público para dissecar a própria concepção de cinema e assimilar a palavra à imagem não só por sua característica descritiva, mas pela sua potência evocativa na forma, tempo, diálogo e movimento.
Vídeos:
Sonoplastia (2022, 6’08’’)
Globo de espelhos (2023, 6’55’’)
Fuga (2022, 3’06’’)
Democrac_a (2022, 9’53’’)
Dia 10 de julho
Abertura das portas 19h
Exibição 20 h
Entrada gratuita

Fabio Morais (São Paulo, 1975) é artista plástico, mestre e doutor em Artes Visuais pela UDESC, com dissertação e tese sobre a escrita como obra no campo da arte. Desenvolve atualmente pesquisa de pós-doutorado na ECA-USP sobre escrita em vídeo. Desde 1999, atua no circuito de arte brasileiro e internacional. Sua mais recente exposição individual foi Gráfico Fágico (2024), no Cabinet du Livre d'artiste (Rennes, França). Participou de exposições coletivas em instituições como Bienais de São Paulo e do Mercosul, MAM-SP, Instituto Tomie Ohtake, CCSP, MASP, MUBE, Sesc, Museu da Língua Portuguesa, Museu da Pampulha, CCBB-Rio, MACBA, MAC Lyon, CGAC, Astrup Fearnley Musset, Bonniers Konsthall. Tem obras publicadas por editoras como par(ent)esis, Tijuana, Dulcineia Catadora, Cosac Naify e Ikrek e em periódicos como revistas seLecT, Bravo, Recibo, Caderno videobrasil, Jornal de Borda, Folha de São Paulo e Le Monde Diplomatique. Editou as revistas Hay en portugués? N.6 (2016) e Recibo 56 Brazil Distópico (2014). Entre 2012-13 foi um dos organizadores da feira de arte impressa Turnê (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba); em 2019 foi um dos curadores da Feira de Arte Impressa Tijuana SP (Casa do Povo, São Paulo) e em 2023 curou a Feira de Publicações Independentes do Sesc Sorocaba. Em 2021, co-concebeu e co-curou Parlavratório, série de conversas online sobre escrita na arte, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.
Julia Cavazzini (Göttingen, Alemanha. 1992) é artista, educadora e curadora. Trabalha com arte-educação desde 2012 em instituições culturais como SESC-SP, MASP, Bienal de São Paulo e Instituto Tomie Ohtake. Durante esse período estudou a pedagogia na arte contemporânea e a formação de artistas para além da academia, resultando em maior atuação no campo da curadoria. Atualmente, segue desenvolvendo a pesquisa através de exposições, programas públicos e acompanhamento de produções artísticas, desenvolvendo exposições no Instituto Tomie Ohtake, galerias e espaços independentes. Em 2020, passou a aprofundar uma investigação sobre a interseção de arte contemporânea e culturas alimentares, após completar sua pós graduação em história e cultura da gastronomia. Fez parte da coordenação da plataforma de entrevistas 60’3”, coordenou o educativo da 11ª Mostra 3M de Arte e trabalhou como tutora no curso de formação Arte Aplicada à Sociedade da Überbau. Em 2022 curou a 6ª edição do Arte & Sabor no Instituto Tomie Ohtake e em 2024 participou da publicação Arte à Mesa da editora ACT. Atualmente, é curadora no Instituto Tomie Ohtake.
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