Saulo Szabó, CORPO TRANSBORDA, 2026

Desdobramento de um trabalho relacional iniciado em outubro de 2025, Corpo Transborda resulta de vivências ritualizadas que articulam conversas, registros de memórias e arrecadação de meias-calças. Szabó convida o público a refletir sobre consumo, relações sociais e a prática da escuta.
O artista utiliza pigmentos e argila extraídos em seu próprio ateliê, para preencher as meias-calças coletadas durante as ativações, criando corpos suspensos que reinterpretam o objeto cotidiano e suas experiências associadas, instalando assim uma presença material e poética na arquitetura do espaço.
A partir dos registros de memórias reunidos, Szabó também compõe uma escrita contínua a lápis sobre tiras de papel washi — totalizando 14 metros — formando um campo visual e sensorial onde texto, matéria e gesto se encontram. A instalação se revela como um processo vivo: a obra se constrói ao longo da exposição, registrando transformações e memórias compartilhadas.
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