Artista: Mariana Guimarães
Título: Paninhos
Ano: 2016
Técnica: bordado à máquina sobre paninho
Dimensões: 15 x 15 cm cada parte (tríptico)
Valor sob consulta canteiro.artecontemporanea@gmail.com
A obra Paninhos, 2016 compõe a série de mesmo nome, que foi produzida para a exposição individual da artista Mariana Guimarães, intitulada Como Transpor Abismos, realizada no Castelinho do Flamengo / RJ, com a curadoria de Beatriz Lemos. Nesta mostra, a artista buscou discutir as relações de tensionamento e os sentidos da morada. A obra paninhos apresenta uma pesquisa da artista sobre os tensionamentos de forças opostas como delicadeza e violência. Nesta obra realizo intervenções em costura em paninhos de uso doméstico coletados em feiras de antiguidades do Rio de Janeiro, sobre os delicados arranjos de flores, desenho à máquina arames farpados.
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Mariana Guimarães (1981) vive e trabalha no Rio de Janeiro- Brasil. Artista, pesquisadora e professora de artes visuais. Sua pesquisa está relacionada com a investigação do fio e a bordadura contemporânea em diálogo com práticas ancestrais de tessitura e em desdobramentos filosóficos, ecológicos, estéticos, éticos e sociais. Doutora em artes visuais ( PPGAV UFRJ), possui mestrado em artes e design pela PUC-Rio. É professora de artes visuais CAP UFRJ. Desenvolve trabalhos e pesquisas com distintos grupos em diversos territórios, investigações sobre a poética da narratividade, tendo o fio como linguagem, em um exercício de escuta, afeto e presença na produção de poéticas coletivas de bordar-se e narrar-se, entendendo o bordado como nome, bordar como ato e a bordadura como invenção de si e de mundos outros.
Premiada pelo Ministério da Cultura em 2007 e pelo Instituto Arte na Escola em 2014. Em 2020, lançou Tecer Mulher Terra, (34 min.) documentário que apresenta o encontro da artista e com artesãs têxteis durante uma pesquisa de campo no interior do Brasil em 2018, em seis estados diferentes. Em 2023 finaliza a série Sentidos do Fio, que apresenta entrevistas realizada com 28 artistas contemporâneos do Brasil cuja pesquisa tangencia o fio.A artista constrói em seus trabalhos uma narrativa focada no diálogo e pesquisa a partir da linguagem têxtil e na exploração e investigação da pré linguagem. Nos processos de desconstrução, a pesquisa traz a ideia do destecer como um método na produção de novas narrativas que possibilitem novos modos de existência, capazes de resistir ao poder, orientadas pelos fluxos de intensidade. A observação e vivência cotidiana é ambiente fértil para pesquisa e produção de uma poética ancorada nos gestos nascentes e escutas atentas à emergência das distintas formas de expressão.
Participa de exposições e pesquisas no Brasil e exterior. Organiza residências para artistas e pesquisadores que tem como foco a pesquisa do fio, a casa. É Co-fundadora da cooperativa de mulheres artistas, foi curadora entre 2017 – 20201 do programa de imersão da Mostra de Bordados de Paraty realizada pelo Coletivo Confio e SESC Paraty.