Romulo Barros
Dias de Sol, video digital, 31 minutos
Romulo Barros
Porto - Portugal. 2025
Filme Realizado durante a residência artística desenvolvida por meio do programa InResidence, da Galeria Municipal do Porto. no espaço A Leste, entre setembro e novembro de 2025.
Romulo Barros
Porto - Portugal. 2025
Filme Realizado durante a residência artística desenvolvida por meio do programa InResidence, da Galeria Municipal do Porto. no espaço A Leste, entre setembro e novembro de 2025.
O filme acontece pelo gesto simples de ter na mão uma câmera digital usada adquirida por ali mesmo, enquanto caminha pela cidade , as imagens acompanham os primeiros dias da artista naquele lugar, quando tudo ainda se apresenta como descoberta.
Antes da viagem, o Porto existia como uma construção imaginada de uma cidade fria, envolta por névoa, marcada por uma atmosfera melancólica. A experiência em si nos primeiros dias, no entanto, desestabiliza essa expectativa. Surge uma cidade agraciada pela luz intensa do fim do verão, praias, jardins, fachadas iluminadas e um cotidiano que se revela menos pela monumentalidade da arquitetura e mais pelos pequenos acontecimentos despretenciosos que se oferecem ao olhar.
O filme não tem a intenção de produzir um retrato documental da cidade. Tampouco organiza uma narrativa sobre o período da residência . As imagens se aproximam mais da lógica de um diário com os fragmentos de andanças acontecidas nestes primeiros dias , deslocamentos, pausas, reflexos, corpos, árvores, ruas e superfícies que vão sendo encontrados sem hierarquia enquanto a câmera acompanha o tempo da descoberta.
Uma pequena coincidência acontece e acaba por definir a própria forma da obra. Quando o verão se despede e o Porto finalmente assume os dias frios, cinzentos e enevoados que habitavam o imaginário da artista, a câmera deixa de funcionar e assim só restam os registros luminosos da chegada.
O que poderia ser apenas um registro de viagem torna-se um testemunho de um estado de percepção que só existe uma vez. O filme trata desse intervalo de tempo em que olhar ainda é uma forma de tatear o mundo, e em que cada imagem preserva não apenas uma paisagem, mas a experiência irrepetível do primeiro encontro.
______Bate-papo ao final da exibição com Duda Affonso
15 de agosto de 2026
Abertura: 19h
Início: 20h (pontualmente)
Local: R. Purpurina 434 - Vila Madalena
O Artista:
Rômulo Barros, 31 (Medeiros — MG, 1995) constrói sua prática a partir de transmutação, memórias, ancestralidade e dos fluxos entre vida e morte. Sua produção nasce do afeto e do vínculo com o mundo, desprendendo-se do corpo para existir como transmídia. Pensa escultura, instalação, pintura, fotografia, gravura e outras materialidades, utilizando dessas e de outras diversas técnicas para criar dispositivos simbólicos que transmitem e materializam uma atmosfera ritualística articulando o que já existe no mundo. Vindo de um interior campesino de Minas Gerais marcado por artesania, estórias e invenção, Romulo transforma matéria e ideia em expressão poético-alquímica, utilizando processos manuais e materiais diversos para tramar, tecer, furar, gravar, construir e dar forma ao reinventar simbolismos em sua obra.
Rômulo Barros, 31 (Medeiros — MG, 1995) constrói sua prática a partir de transmutação, memórias, ancestralidade e dos fluxos entre vida e morte. Sua produção nasce do afeto e do vínculo com o mundo, desprendendo-se do corpo para existir como transmídia. Pensa escultura, instalação, pintura, fotografia, gravura e outras materialidades, utilizando dessas e de outras diversas técnicas para criar dispositivos simbólicos que transmitem e materializam uma atmosfera ritualística articulando o que já existe no mundo. Vindo de um interior campesino de Minas Gerais marcado por artesania, estórias e invenção, Romulo transforma matéria e ideia em expressão poético-alquímica, utilizando processos manuais e materiais diversos para tramar, tecer, furar, gravar, construir e dar forma ao reinventar simbolismos em sua obra.
Curadora:
Ana Grebler (Belo Horizonte, Brasil) é artista e curadora, graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Minas Gerais e pós-graduada em Curadoria de Arte pela Universidade Nova de Lisboa. Através da interseção das práticas da escrita, criação e curadoria, reflete sobre a cultura visual contemporânea criando diálogos e imaginários entre espacialidades e processos artísticos. Em seu traalho com gravura, paisagens transitórias delineiam o desvio no processo que se dá entre a minuciosidade das técnicas tradicionais de impressão e a abertura ao imprevisível. Participou de exposições coletivas no Brasil e em Portugal e organizou exposições no Porto e em Lisboa, onde vive e trabalha atualmente. Desde 2022, colabora com a Umbigo com ensaios, críticas e entrevistas.
Curadora:
Duda Affonso (Brasília, Brasil) cresceu fascinada pelas imagens. Na busca por construir um léxico que as permitisse falar por si próprias, acabou se tornando contadora de histórias. É investigadora acadêmica, artista conceitual e curadora luso-brasileira, e opera de forma transdisciplinar. Através do complexo imagético e imaginário, sua pesquisa articula os corpos, as estruturas, o movimento, as imagens e a mente de maneira lúdica, projetando-se em diversas plataformas como cinema, fotografia, instalação, performance e texto por meio de uma perspectiva retro-futurista especulativa. É PhD em Modernidades Comparadas: Literatura, Artes e Culturas na Universidade do Minho, em Braga - pesquisa realizada com bolsa FCT. Possui mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Belas Artes do Porto e graduação em Cinema pelo IESB, com especialização em Fotografia Digital pela New York Film Academy. Curadoria Duda Affonso e Ana Grebler
Duda Affonso (Brasília, Brasil) cresceu fascinada pelas imagens. Na busca por construir um léxico que as permitisse falar por si próprias, acabou se tornando contadora de histórias. É investigadora acadêmica, artista conceitual e curadora luso-brasileira, e opera de forma transdisciplinar. Através do complexo imagético e imaginário, sua pesquisa articula os corpos, as estruturas, o movimento, as imagens e a mente de maneira lúdica, projetando-se em diversas plataformas como cinema, fotografia, instalação, performance e texto por meio de uma perspectiva retro-futurista especulativa. É PhD em Modernidades Comparadas: Literatura, Artes e Culturas na Universidade do Minho, em Braga - pesquisa realizada com bolsa FCT. Possui mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Belas Artes do Porto e graduação em Cinema pelo IESB, com especialização em Fotografia Digital pela New York Film Academy. Curadoria Duda Affonso e Ana Grebler