A exposição, segunda individual da artista (sem contar pequenas mostras individuais em espaços alternativos), constitui de certa forma uma continuação da primeira chamada “Metamorfoses", apresentada em outubro de 2025, na Galeria Alcindo Moreira Filho, no Instituto de Artes da Unesp, na Barra Funda, em São Paulo. Foi apresentado uma parte da pesquisa de doutorado da artista, em andamento na instituição, e constituiu-se em sua maioria de pinturas e desenhos em suportes diversos (sobretudo papel, tela e tecido), mas também trouxe alguns objetos tridimensionais e uma performance, resultados de um percurso de pesquisa iniciado desde o mestrado, em 2020.
O aprofundamento da pesquisa, no doutorado, trouxe para o trabalho (que no mestrado havia começado com o estudo das nuvens e da opacidade na pintura) uma série de formas mais densas e ‘corpóreas’, de onde surgem imagens de conchas, casulos, polvos, objetos estranhos, seres híbridos e organismos indefinidos que habitam o limiar entre o figurativo e o abstrato. As figuras que surgem são corpos ‘em trânsito’ – coisas sem estado fixo, sem limites definidos, sem contornos precisos.
“A pesquisa atual gira ainda em torno dos desdobramentos visuais e plásticos dessa mesma questão. Aqui, no entanto, algo se aquieta um pouco, ou talvez se distancie um pouco do epicentro da metamorfose. Aqui, o processo de metamorfose já aconteceu, produziu seus efeitos e deixou seus rastros. Sobram as cascas, os casulos, e outros objetos que se recusam a terem uma definição fixa e objetiva, se tornando impressões que restam de um processo de mutação ou hibridismo", afirma Clarissa.
O aprofundamento da pesquisa, no doutorado, trouxe para o trabalho (que no mestrado havia começado com o estudo das nuvens e da opacidade na pintura) uma série de formas mais densas e ‘corpóreas’, de onde surgem imagens de conchas, casulos, polvos, objetos estranhos, seres híbridos e organismos indefinidos que habitam o limiar entre o figurativo e o abstrato. As figuras que surgem são corpos ‘em trânsito’ – coisas sem estado fixo, sem limites definidos, sem contornos precisos.
“A pesquisa atual gira ainda em torno dos desdobramentos visuais e plásticos dessa mesma questão. Aqui, no entanto, algo se aquieta um pouco, ou talvez se distancie um pouco do epicentro da metamorfose. Aqui, o processo de metamorfose já aconteceu, produziu seus efeitos e deixou seus rastros. Sobram as cascas, os casulos, e outros objetos que se recusam a terem uma definição fixa e objetiva, se tornando impressões que restam de um processo de mutação ou hibridismo", afirma Clarissa.
SÃO PAULO, Canteiro
Abertura: 04/05/2026, das 14h às 18h
Visitação: 04 a 18/05/2026 - quarta à sábado, 14h às 18h
ou sob hora marcada
Local:
Canteiro: R. Purpurina, 434
Visitação: 04 a 18/05/2026 - quarta à sábado, 14h às 18h
ou sob hora marcada
Local:
Canteiro: R. Purpurina, 434